terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mar


Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
          Do mar.

Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
          O silêncio.

E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas.
Náufrago entregue ao fluxo forte
          Da morte.

                                                          Vinícius de Morais

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Simplesmente te amo


É bem mais simples esse amor que sinto,
Que prendeu teus olhos aos meus,
Nessa fraqueza de amar-te agora,
Na inocência de amar-te sempre.

Nesse olhar verde esmeralda,
Vejo o meu amor bem mais de perto
Assim como um jardim
Como um céu azul celeste.

Quero sentir tua pele,
Bem mais perto do meu prazer,
Como uma madrugada fria,
Pra aquecer o meu corpo.

Simplesmente te amo,
Assim como ninguém nunca te amou,
Como um caminho de sonhos,
Que um anjo sempre guardou.




Ele

Ele se faz de rude
E não sorri pra mim,
Quando os meus olhos se abrem.

Ele fecha os olhos
Ou olha pro lado
Quando percebe que estou por perto.

Ele não beija mais meu rosto,
Não me belisca,
Não me abraça,
Não me provoca,
Acho que não gosta mais
De ouvir os meus gritos.

Ele diz que não sou professora,
Que gosto de imitar os outros,
Que estou bonita,
Mas que gosto de persegui-lo.

Ele diz que estou diferente,
Que gostou do meu cabelo,
Que meus olhos são bonitos,
Mas que sou magra demais.

Ele diz que vai me ligar,
Que quer me encontrar,
Mas não diz o lugar,
Mas não diz onde está.

Ele diz que está apaixonado
Eu faço-de-conta que não ouvi.

domingo, 11 de setembro de 2011

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sábado, 10 de setembro de 2011

Dezoitos anos

Cada ano que passa.
Cada ano de vida.
É um presente que Deus dá para os sonhadores.
Aos dezoitos a vida não é mais a mesma.
Toda a ingenuidade já se foi.
Todos os desejos estão presentes.
Cerveja,
Sexo,
Mulheres,
Cigarros.
Estas são as cobiças.
Um jovem com dezoito anos quer mais.
Ele gosta de ir além das pernas.
Regras não existem.
Todos os sinais estão abertos.
A barba está feita,
E a vida,
A vida está só começando.



Coisas sem importância

Não quero ser milionário,
Nem tão pouco,
Possuir bens materiais,
Nem carro de luxo,
Nem casa de praia.

Não quero ser político,
Nem corro atrás de cargos públicos.

Tenho pouco,
Tenho tudo.
Sou o que sou,
E não pretendo mudar.
Tenho o que tenho.
E isso me basta.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não precisa dizer que me ama


Não precisa dizer que me ama
Porque seus olhos dizem tudo,
Tudo que você nunca disse,
Mas que seu olhar revela.

Não precisa dizer que me ama,
Nem guarda os pingos da chuva,
Pra soltar como lágrimas
Quando minha porta fechar.

Não precisa dizer que me ama,
Porque pra mim palavras não valem,
Nem as doces, nem as salgadas,
As doces às vezes enganam
E as salgadas matam.