quarta-feira, 7 de março de 2012
Preciso que saiba: que nunca deixei de pensar em você, por que você foi o amor menos elaborado que tive, menos politicamente correto, menos "o cara certo na hora certa", menos criado no cativeiro da idealização, e essa impossibilidade de intelectualizar o que senti me faz pensar que talvez eu não estivesse enganada sobre aquela ideia romântica de que só se ama assim uma vez.
Martha Medeiros
terça-feira, 6 de março de 2012
AUSÊNCIA
Por muito tempo achei que a ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Eu não lembro bem como começou tudo isso, só sei que no principio, eu pedi a Deus para que fosse pra sempre, como nos contos de fadas ou nas histórias apaixonantes que ouvimos por ai. Deus não me ouviu ou talvez ele tenho ouvido e falado baixinho: - Essa história não vai ser boa para a sua vida, menina! Vamos tentar outra, ainda mais apaixonante. Fiquei triste por não deu certo, por que na verdade, tudo que eu mais queria era está em seus braços, era sentir aquele cheiro gostoso que não conseguia vim de mais ninguém, ele era único, individual, o homem que eu queria para mim. Mas eu respeito o designo de Deus, ele sabe o que é melhor para mim, por que mais ninguém nesse mundo conhece tão bem o meu coração.
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